DE COMO UM ESCRITOR CONSEGUE, A PARTIR DE SUA REALIDADE, DECODIFICAR O MUNDO E O HOMEM
Há algumas questões acerca da Literatura que merecem respostas, embora se vá discutir toda uma vida a respeito do que é ou não é um texto literário, se o poema tem ou não poesia, se o romance chega ou não ao seu objetivo, que também é algo a se discutir: qual o objetivo de um romance.
Numa mesa-redonda acontecida em agosto deste ano, cujo tema era a poesia blumenauense, dois de seus participantes defenderam que em tempos de pós-modernidade tecnológica não se pode mais falar sobre um texto de aqui ou acolé. Dessa forma, portanto, não poderíamos determinar um texto através do lugar onde ele é escrito. Um dos participantes, José Endoença Martins, defendeu o lugar de origem do texto, de modo que sua localização pode determinar sua importância para os leitores daquele local de origem. Pois bem, aceito essa visão para continuar a escrever este texto.
Para quem já tinha assistido às peças de Gregory Haertel, seu romance talvez tenha sido menos doloroso. Mas acredito que poucos tiveram, até então, a oportunidade de ler Haertel. Muitos de nós assistimos às suas personagens mergulhadas nas próprias dores, cientes ou não de suas insanidades. Assim, parece redundante querer escrever sobre como Aguardo, o primeiro romance do autor de peças como A Parte Doente e Volúpia, pode remexer conceitos e estômagos. No entanto, é preciso falar a respeito.
Aguardo desestrutura. Sua própria estrutura narrativa, assemelhando-se ora a uma novela, ora a um livro de contos, o torna uma obra singular. Mas não é somente a estrutura do texto e sua belíssima composição que agradam. Pra quem espera mais, lá está: Haertel, escrevendo sobre sua cidade imaginária, com personagens imaginárias (ou não, claro está) ao mesmo tempo em que desconstrói o mito há muito tempo enraizado, por estas bandas, de que nosso passado é belo, indolor, e nosso presente é fértil, também conta uma bela história para ser lida em qualquer canto do mundo.
“Não obstante toda dor, há sempre o que piorar”, escreve Pépe Sedrez na orelha de Aguardo. De fato: se há um consenso a respeito do sentido de escrever e ler literatura, este se encontra na capacidade de a) o autor, a figura alienígena da sociedade, conseguir pôr em palavras o que o incomoda e b) o leitor, necessitado de um ponto de vista ficcional, procurar uma saída na literatura. Literatura sem dor, portanto, o que seria? Aguardo é incômodo, é não saber se situar entre personagens, entre os rumos indevidos (porque tão reais e necessários) que a história toma e, sobretudo, não querer se encontrar nas páginas do romance.
É aqui, então, que volto a uma das primeiras questões deste texto. Ouso, para isso, citar este romance Aguardo, de Haertel, como a obra que a prosa blumenauense necessitava para se sentir, de fato, literatura. Indiretamente ligado a um passado fértil da prosa ficcional, que tem origem, principalmente, no texto de Urda Kluger — e mais recentemente na obra policial de Maicon Tenfen — Gregory aponta para um futuro promissor na literatura. O que não quer dizer que este autor prometa, porque mais cumpre do que realmente promete; mas que, de certa forma, Aguardo tem o poder de, ao mesmo tempo em que mira diretamente para as origens de seu autor, afastar-se dessas mesmas origens para justamente evitar qualquer tipo de descrição inglória: sua literatura não é daqui, não é dali. É literatura e é boa.
Encontrando-me com e enfrentando as personagens de Haertel, não consigo parar de pensar em dois autores franceses que admiro muito. De um lado, Camus denuncia o absurdo do homem e da sociedade ocidental do século XX a partir de histórias cotidianas, sempre tão bem metaforizadas que — hoje se vê — não importam as localizações geográficas e culturais de seus leitores: o absurdo não tem idioma. Justaposto a este, Nizan aproveita-se de uma viagem à cidade de Aden, no Iêmen, para denunciar a sociedade francesa e, mesmo que depois de trinta anos, ser um dos principais inspiradores da revolução cultural causada pelo Maio de 68.
Se não dou pistas de onde Aguardo chega e de onde sua leitura nos leva, é para não tirar do leitor a oportunidade de ler um romance que há muito era aguardado. E que finalmente chegou.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Destes tempos em Aguardo
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Marcelo Labes
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quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A literatura sobrevive e, às vezes, protagoniza.
Santa Catarina, eu repito, não é um estado de espírito
FICÇÃO, LEITURA E IDENTIDADE
Foi com este tema que o escritor Godofredo de Oliveira Neto, blumenauense radicado no Rio de Janeiro, começou o evento
Autor de romances importantes na bibliografia nacional, como Pedaço de Santo e O Menino Oculto, Godofredo saiu aos 17 anos de Blumenau
Nada melhor para provar que, de fato, a relação do escritor com suas origens influenciam o seu texto
E O DIABO?
Boa pergunta
Salma fez um panorama, portanto, comparando os estudos literários que remetem ao Santíssimo (falo de Deus), mas que dificilmente remetem ao tinhoso
Ao final de sua fala (uma hora e meia sem respirar — fala substancial, sem dúvida — Salma lançou seu novo livro de ficção
TEM LUGAR PRA POESIA?
Tem sim, leitor
Falando sobre a poesia produzida em Blumenau desde o século XIX, quando ainda era escrita em língua alemã, Marcelo Steil construiu sua fala sobre as noções marxistas de ideologia os respectivos reflexos desta na criação literária
Em seguida, Mauro Galvão contemplou a pós-modernidade presente em seu texto, mas principalmente refletiu a necessidade de se ler, seja lá o que for, incluindo aí a quebra de limites imposta pela internet e seus possíveis reflexos na leitura do objeto-livro e nos hábitos de leitura e escrita da contemporaneidade
Finalizando, foi a minha vez de falar e não podia perder a oportunidade de explicar às pessoas que nos ouviam que, baseado no que tinha ouvido nos dois dias anteriores, a leitura dos poetas que me acompanhavam na mesa-redonda não era somente necessária, mas obrigatória
UM EVENTO QUE AINDA PROMETE
A professora Tuca Ribeiro não escondeu suas intenções
A partir do momento em que o pontapé inicial foi dado, resta-nos esperar pelo ano que vem para sabermos o que de fato acontecerá
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Marcelo Labes
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
FICÇÃO, LEITURA E IDENTIDADE
CONVITE
Nos dias 26, 27, 28 e 29 de agosto do corrente ano, a FURB, em parceria com a Fundação Fritz Müller, realizará o 1º Encontro de Leitura e Arte de Santa Catarina e o 3º Fórum Brasileiro de Literatura de Blumenau
Convidamos você a participar do evento e divulgá-lo amplamente
É uma oportunidade para incentivar a formação de leitores críticos e apreciadores de literatura, artes visuais, música e teatro
Programação
1o
3o
18:30 – FCBLU
26/08/08 – Abertura
Palestra: Blumenau – Ficção, paixão, identidade
Dr
27/08/08
Palestra: As malasartes do diabo na literatura ocidental
Dra
Noite de autógrafos
28/08/08 - Mesa redonda:
Poesia blumenauense – de onde viemos, para onde vamos
Marcelo
Noite de autógrafos
14:00 – FCBLU
29/08/08 – Abertura da exposição “Ler é pra cima”
19:00 – Auditório Bloco T – FURB
29/08/08 – Palestra:
Moving Beyond Plateau – from Intermediate to Advanced Levels in Language Learning
Daniela
Inscrições: www.ffmblu.com.br ---- Informações: cce@furb.br - (47) 3321 0251
Coordenadoras: Maria José Ribeiro, Marilene de Lima Körting Schramm
Deu pra ver ali a mesa-redonda? Pois bem, ela acontece justamente como complemento (ou contrapartida) do Projeto Falações
Pois bem, participarão da mesa, portanto, quatro escritores de Blumenau que têm em comum publicações
Dos participantes:
Foram convidados a integrar a mesa pessoas que podem ser consideradas peças-chave da poesia
Marcelo Steil, além da conhecida e respeitada produção poética na década de 1990 (de quando datam alguns das mais importantes obras literárias desta região), Steil também pôs-se a pesquisar a literatura em língua alemã escrita no Brasil no século XIX
José Endoença Martins é poeta, escritor e dramaturgo
Mauro Galvão, ao lado de Steil e Endoença, integrou o grupo de poetas experimentalistas da década de 1990
Marcelo
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Marcelo Labes
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Poesia Twist, por Rodrigo Oliveira
A verdadeira surpresa surge quando alguém que escreve passa a comentar a escrita do outro. Leitores atentos, os há em cada canto, claro! Mas Rodrigo Oliveira foi além de um leitor atento e escreveu o texto a seguir sobre Falações:
Não foi fácil ler Falações sem fazer careta. Labes destila um suco ácido e, com freqüência, azedo. E eu cá com minhas aftas e cortes, volta e meia senti arder os versos do autor. Falações se divide em quatro momentos distintos. Altenatintas abre com o solitário Até Quando e já pincela os primeiros elementos melancólicos que vêm se repetir mais tarde, e lembra, com uma escada 'reta em caracol', que “não se pode voltar atrás / quando se diz que ama”. Fiação e Tecelagem traz a acidez na leitura da vida operária “de 8 horas trabalhadas / e 16 de aflição” que termina com “casa na praia encostada / carro do ano passado / e plena realização: / artrite artrose bursite / aposentadoria e caixão”. É seguido pelo azedo Manhã, difícil de engolir como a constatação “Por que não respondes? / Meu Deus, / estás fria!”. No capítulo se destaca ainda O Barco, que atenta em letras garrafais “NUMA CIDADE VITRINE / FORA DE TOM É PECADO”, num retrato de um barco que “porque não navega / não pode ser afundado”. Este poema, ao lado de Fiação e Tecelagem, torna difícil sair de manhã e não rever suas linhas na nas ruas da cidade. Mas ainda assim, tudo parece passar voando, quase despercebido pela maioria. Como descobre Passarinho com seu final seco e despreocupado “Que foi isso? / e virou-se para o lado. / Passarinho na janela, / disse ela”. Assim fica mais fácil concordar com o narrador em Bi-bap-dera-nudara, que pede: “Acende, Maria, o pavio / e deixa a vida explodir”. O capítulo encerra escarrando suas verdades, tentando aparentemente expeli-las, livrar-se delas com Expectorante, que tenta com força “Cuspir fora saudade, lembranças. / Cuspir fora saudade, tristeza. / Cuspir e ver escorregar. / Verde”.
Em Reflexscintos destaco o lírico Canção que parece, junto com Sapiência Cartesia uma tentativa do autor, não em definir-se, mas em encontrar-se. Chamou-me a atenção o fato de que, nos dois poemas, o poeta o é, através dos outros, nunca de si mesmo. Em Canção “Eu me chamo aquilo que dizes”, “Eu me chamo o nome que vais dizer”, “Eu chamo / a tua alegria / ao repetires o som / do meu nome” e em Sapiência Cartesiana “E os que me querem saber / acabam me sendo. / Sou todos os que me sabem eu”. O poeta, procurando encontrar-se, perde-se (ou finalmente encontra-se) no leitor. O autor deixa-se arrebatar novamente pela estética crua, curta e grossa no impactante In Vitro que encerra o beijo com trinta e dois dentes quebrados. A saudade também deixa sua acidez em Ontem e Simplificante, uma saudade que arde como limão em boca machucada.
Febres traz uma série de dez poemas. O capítulo tem, evidentemente, certa unidade semântica e mesmo estética, mas esta é solta, flertando com o non sense, os poemas bastante independentes. Dentre as febres de Labes, chamo atenção para Febre#07 onde o tornar-se adulto é chato mas sem remédio, Febre#08 com o poeta em busca do grande poema, mas termina entregando-se “escreveria o grande poema / se soubesse por que”. O ótimo Febre#10 retorna com toda a acidez e inunda nossas chagas com o ardor da constatação: “Caíram-me os pêlos, / a origem insiste. / Bicho”. Febre#12 retoma o ataque ao “Produto financiado / por bandas de rock inglês / e poetas franceses / que não compreendes”.
Por fim, intransiGENTES, encerra os capítulos num apanhado da obra. para paula (assim, em minúsculo mesmo) brinca com as palavras “plantandolorosamente um canto”. O Filósofoso “Tentou viver de idéias / e morreu de fome” e acabou por “pôr para fora as verdades / que só a ele pertenciam, e mais ninguém”. Em Iminência percebe-se “Que não valia a pena / viver sob certas iminências” e nos afogamos junto com os personagens. Mas em Findados o narrador ensina: “Vós, que morrestes, o mundo, / o mundo é sempre dos vivos”. E retoma com Cíclico sobre aqueles que se deixaram afogar: “(e há uma semana enterrado, / o que terá pensado / quando o primeiro verme matutino / veio lhe perfurar a coxa)”. Ainda assim Fatalidade parece lembrar que esse mesmo afogamento é inevitável: “Causa mortis: afogamento: não parava de chorar.” Retomando estas constatações Ratos encerra rápido, dinâmico (quase musical) e ainda ácido um apanhado de verdades roídas e a presciência “Vai ter pesadelo, filhinho / e acordar com a cara inchada”.
A obra conta ainda com um ensaio de José Endoença Martins, localizando Labes dentre os poetas blumenauenses. Vale a pena ler até para descobrir novos nomes da poesia de Blumenau.
Ao espremer Falações, o leitor deve também se deparar com o mesmo sumo ácido que me chamou a atenção. E cuidado: se você também tiver algumas fissuras, a leitura pode lhe arder à boca. Se há algo de doce em Falações — e há, sem dúvida — serve para aumentar o contraste com a acidez da obra. Mas se você for como eu, vai perceber que não é tão fácil largar Falações, mesmo fazendo careta. Talvez a resposta não esteja impressa no livro, mas uma pista descobri na página de rosto. Adquiri o livro do próprio autor, no lançamento, com o devido autógrafo e dedicatória. Como de costume, só li a dedicatória em casa, quando fui dar as primeiras folheadas no livro, no dia seguinte. E lá estava, na caligrafia de Labes: “Eu insisto: há que se escrever, há que se escrever mais. Vamos, então, adiante”. Talvez seja isso. Ainda que tenhamos o azedume e a acidez dos limões, é preciso escrever. É preciso ler. Afinal, como dizem por aí, se a vida nos dá a acidez dos limões, façamos, pois, limonada. Ou poesia.
Como não me canso de falar, a grande proposta deste blog ou do projeto que deu origem ao livro é a discussão sobre literatura. Que a discussão nos fortaleça, então!
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Marcelo Labes
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
O Detetive de Florianópolis
Há 25 anos, surgia nas páginas dO Estado uma figura que se tornaria lendária entre leitores assíduos de literatura de suspense. Hoje, se vê que O Detetive de Florianópolis, do escritor catarinense Jair Francisco Hamms, ia muito além de pregar o leitor em suas páginas.

Se Bagé tem o seu analista e Curitiba tem o seu vampiro, Florianópolis não fica atrás
Da ironia ao escracho, acompanhamos, do surgimento ao casamento, o “desempregado, endividado, nervoso, aporrinhado à beça, Domingos Tertuliano Tive”, D
A semelhança com O Analista de Bagé surge desde a capa
Se precisávamos de um herói catarinense que agradasse a muitos gostos, ele está ali
Dessa forma, começa a investigar crimes os mais bizarros, como o caso da morte do lebréu russo, do lobisomem de Saco Grande, dos dólares de Chapecó
O mais instigante na obra de Hamms é que não podemos chamá-lo simplesmente como “o cara do detetive”
Mas Hamms é cultuado pelos leitores assíduos de literatura de suspense
Não se trata somente de ler Hamms, de se divertir com as aventuras de seu personagem
A edição única de O Detetive de Florianópolis foi publicada em parceria entre O Estado, onde foram publicadas inicialmente as crônicas e a Editora da UFSC
Boa leitura!
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Marcelo Labes
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Falações a respeito de Falações
Falações foi lançado no último dia 22. Neste post, que não expirará ou será substituído, pelo menos por enquanto, tentarei compartilhar o que se disse a respeito do livro. Por enquanto, então, deixo os comentários publicados no Jornal de Santa Catarina, em A Notícia e no Diário Catarinense.
Logo, espero redirecionar para outras paragens. Mesmo porque há muito sobre o que falar. Temos, por exemplo, os 25 anos do Detetive de Florianópolis; temos Gregory Haertel com o romance Aguardo, romace há muito esperado por estas terras de cá e temos de apresentar, para quem ainda não conhece, o escritor catarioca Godofredo de Oliveira Neto, que estará em Blumenau no mês de agosto. Mas isso são planos.
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Marcelo Labes
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
Falações - onde adquirir o seu
Falações será lançado somente na terça-feira, dia 22, mas já está disponível para compra.
Em Blumenau, o livro pode ser encontrado na 100% Vídeo (Rua 7 de Setembro, 1820 - esquina com Rua Paulo Zimmermann) e nas duas lojas da Livraria Alemã (Mega Store da Amadeu da Luz e no Shopping Neumarkt) e na Blulivros, no 2o. andar do Shopping H.
Para quem é de fora e quiser adquirir seu exemplar, ele está disponível no site da Edifurb. Quem vende são as Livraria Cultura, Livros & Livros, Saraiva, Leonardo da Vinci e Cia. dos Livros através de compra on-line. E ATENÇÃO: descontão na livraria Poïesis. Clique aqui para saber.
Quem quiser contatar o autor - o livro é vendido a preço promocional - pode fazê-lo através do e-mail labesmar@gmail.com .
Pois bem. Ainda nos vemos terça-feira!
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Marcelo Labes
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